quinta-feira, 26 de maio de 2011

# Consciência #

Não estou vivo
Sou o vento que escorre seu cabelo
As palavras que se dissipam no ar
A vulnerabilidade de suas ações
Sou a mentira passageira
Olhando em frente ao espelho
Com lúcidez inconsciente
Buscando o sufoco apelo
Para realizar meus desejos
E morder o céu da boca
Que as estrelas me contaram em perjúrio
E de tolas sensações o toque foi suficiente
Para trazer a tona em estado latente
O seu frágil ser
Como em uma morte sorridente.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

# Laços #

Não sou daqui
Sou a flor de amanhã
O sorriso passageiro
trazido a mil brisas
lançados ao fogo
visto em escárnio
teatro de palhaços
foram as palavras
observadas em momentos
renascidos da fornalha
o pensamento que me trouxe
obscuro caminho irreal
dos laços inseparáveis
Dessa imensa utopia.

# Livre Sonhador #

Só de se fazer a dor
já se tem o ardor de acordar
o céu hibrido singelo a brilhar
trilhas sonoras vazias e repetitivas
ao preto e branco descoberto nos olhos
serão cartas lançadas ao ar
não nasci só,mais agora sou como pássaro
triste e vazio a voar
borboletas me alcançam no vento
na lentidão que me pus a caminhar
agora sou como o trem
esperando a hora de descer
e de um dia conseguir ver
este mundo que me fez livre sonhar

# O rei #

Ter ao dedo anéis de prata
pôlidos ao som do vento
banhados a luz das águas
sorridente e singelo
o sorriso mais sincero
deixado as mil marés
a coroa de ouro
você a segurou e a usou
então se fez paz na terra que se gerou